Dr. Vidal Guerreiro

Cirurgião Plástico - CRM: 7056
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
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Cirurgia de Lipoaspiração e Lipoescultura

A lipoaspiração destina-se à remoção de gordura localizada, de qualquer região do corpo, com mínimas cicatrizes, por meio de cânulas de lipoaspiração ligadas a um aparelho especial de vácuo.
A lipoescultura é um termo mais recentemente difundido que caracteriza a mesma lipoaspiração e a utilização desta gordura aspirada para preenchimento de alguma depressão corporal (lipoenxertia) ou para dar mais volume a outras áreas (no bumbum, por exemplo).
Obviamente não é um tratamento de obesidade, devendo ser encarado como uma cirurgia de modelação ou de contorno corporal.
Sendo uma cirurgia que retira determinada quantidade de gordura, poderá haver uma redução no peso, que varia de acordo com o volume corporal de cada paciente. Não são, entretanto, os “quilos” retirados que definirão o resultado estético, mas sim as proporções que cada área lipoaspirada manterá com o restante do corpo.

AS CICATRIZES

As cicatrizes da lipoaspiração correspondem a pequenos cortes que são cuidadosamente colocados em pontos estratégicos para a devida remoção gordurosa mas que são planejadas para estarem disfarçadas em sulcos, dobras, relevos naturais ou em áreas normalmente cobertas pelas roupas. Passam por toda a evolução normal de uma cicatriz, tornando-se discretas, de uma maneira geral na maioria dos casos.

INDICAÇÕES

Esta técnica pode ser utilizada para qualquer região corporal que apresente acúmulo localizado de gordura. Entretanto, há limitações técnicas e anatômicas como toda cirurgia estética. A “lipo” não vai corrigir flacidez de pele ou da musculatura local. Assim, resultados espetaculares nem sempre são possíveis, e nesses casos, a remoção do excesso de gordura poderá acentuar a flacidez, já que a pele (com sua elasticidade prejudicada) ficará sem uma boa sustentação.

Por ser um tratamento de acúmulo localizado de gordura, a lipoaspiração não deve ser encarada como uma opção entre este procedimento e a plástica de abdômen (Abdominoplastia).
Para se indicar a Lipoaspiração pura, não deve haver flacidez de pele, mas somente excesso localizado de gordura em uma região com boa textura e elasticidade da pele.
Nas(os) pacientes em que há flacidez da musculatura abdominal e/ou excesso de pele, está indicada a Abdominoplastia, podendo-se associar a Lipoaspiração em outras áreas visando um melhor contorno corporal.

Não há limitações de idade para se fazer uma Lipoaspiração. É necessário que a paciente esteja em boas condições de saúde.

Grandes lipoaspirações (mega lipoaspirações) são procedimentos passíveis de maiores riscos operatórios e devem assim, ser desaconselhados. Às vezes preferimos indicar o tratamento dividido em etapas, sempre visando maior segurança para a(o) paciente.

É comum o pedido da(o) paciente para retirarmos toda a gordura da região a ser tratada. Devemos esclarecer que a pele é sustentada por esta camada de gordura e que a sua total remoção poderá cursar com irregularidades da pele ou até mesmo risco de necrose (morte) tecidual por falta de vascularização local.

A Lipoaspiração ser associada a outras cirurgias, dependendo das suas dimensões e da particularidade de cada caso. Isto será esclarecido pelo seu Cirurgião Plástico, ponderando as expectativas e as possibilidades técnicas.

RISCOS DA CIRURGIA

A “lipo” não é simplesmente um tratamento de beleza. É uma cirurgia e como tal tem seus riscos, até mesmo de vida. Não há procedimento cirúrgico, mesmo que estético, sem esta possibilidade.

Existem informações errôneas quanto a esta cirurgia, geradas por casos excepcionais de pacientes operadas em condições adversas à normalidade.
A lipoaspiração, como procedimento eletivo, é uma conduta cirúrgica planejada, podendo aguardar a oportunidade ideal para ser realizada, razão pela qual os riscos sistêmicos a ela inerentes são menores que aqueles associados às cirurgias de urgência.

Entretanto, esta cirurgia não apresenta maiores riscos que as outras operações estéticas, como se costuma dizer.

“O paciente precisa entender que a plástica é um ramo nobre da cirurgia geral e, como tal, é procedimento de risco. Uma transformação radical só Deus poderia fazer.” (Ivo Pitanguy)

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos em torno de 1 mês antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar o ultra-som abdominal ou outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (específico em cada caso); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente. Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias.

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

A CIRURGIA

A anestesia comumente é a peridural com sedação, para as cirurgias no tronco e membros inferiores. Poderá ser geral ou mesmo local em casos determinados pela equipe cirúrgico-anestésica e também de acordo com a região a ser aspirada, cirurgias associadas ou preferência do(a) paciente.

Pode ter caráter ambulatorial (alta hospitalar no mesmo dia) ou necessitar de internação por um ou mais dias, também dependendo das possíveis cirurgias associadas e casos especiais. Após a anestesia procede-se à infiltração de uma solução salina com adrenalina na área a ser aspirada, com a finalidade de facilitar o procedimento e reduzir os possíveis sangramentos. Através de cânulas de diversos calibres e formatos, a gordura é aspirada, dando o contorno programado.

O tempo da cirurgia vai depender da área a ser tratada sendo aquele necessário para dar o melhor resultado de cada caso (em geral, cerca de 3 a 4 horas). Assim, também os gastos com as despesas médicas e hospitalares serão proporcionais à extensão do procedimento. Isto será detalhadamente esclarecido em sua consulta preliminar.

Os pequenos orifícios necessários para a cirurgia serão suturados (pontos) e a área operada será comprimida por modeladores elásticos ou faixas compressivas, cujos modelos vão variar de acordo com a região tratada. Esta compressão é extremamente importante para o controle do edema (inchaço) e remodelação corporal, somente sendo retirada para o banho na fase inicial do pós operatório.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. A sensação é comparada com a atividade física intensa em pessoas que não costumam se exercitar. Mesmo assim, se o(a) paciente apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolve bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem lhe operou evitando pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso.

Em geral, você somente perceberá as alterações de medidas após cerca de 30 dias. Mesmo assim, o inchaço só regride completamente com aproximadamente 6 meses. Nas primeiras semanas ou mesmo meses, as áreas tratadas, além de estarem sujeitas a períodos de “inchaços”, poderão apresentar alguns pontos mais densos que outros. Esses geralmente só são perceptíveis à palpação e tendem a desaparecer após o 6º mês. Com o decorrer dos meses, tendo-se realizado as devidas drenagens linfáticas e os exercícios orientados para modelagem, vai-se gradativamente atingindo o resultado definitivo.

O(a) paciente deve receber, na alta hospitalar, todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, deiscência de pontos (abertura do corte), seroma (coleção de líquidos que se formam pelo grande descolamento tecidual), alterações permanentes (definitivas) ou passageiras (melhoram após vários meses) da sensibilidade e etc.

Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas: infecção, transfusão de sangue, necrose parcial ou total da pele (sendo o tabagismo a principal causa), aumento da flacidez da pele na área aspirada e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. As irregularidades de superfície podem ocorrer devido a uma má resposta retrátil da pele e a permanência de alguns volumes indesejáveis. Sua ocorrência, felizmente, não é freqüente e não costuma comprometer os resultados. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. A paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-la. Isto gera angústia, dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar.

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A lipoaspiração não é cirurgia para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez e etc, interferem de forma incisiva no organismo, independentemente de ter ou não sido operado. As células gordurosas residuais (adipócitos) podem aumentar de volume quando o(a) paciente volta a ganhar peso e por isso podem aparecer irregularidades/ondulações na superfície da pele. A manutenção dos resultados de uma lipoaspiração, portanto, mais dependem do(a) paciente, que será orientado a manter um programa de exercícios físicos e de controle de peso. Assim, uma nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato e/ou volume da área operada. Esta nova cirurgia não é, entretanto, um retoque da primeira. É um novo procedimento que poderá ser indicado para tratar as deformidades decorrentes dos fatores anteriormente citados.

IMPORTANTE: A lipoaspiração não faz milagres. Como qualquer tipo de cirurgia pode determinar resultados que não dependem do cirurgião. A idade, o volume de gordura a ser aspirado, a flacidez de pele e da região e a acomodação desta pele no pós-operatório podem interferir no resultado final. Uma segunda ou mesmo terceira cirurgia pode fazer parte do programa de tratamento. Resultados definitivos somente devem ser considerados após 6 a 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores.

CONSIDERAÇÕES FINAIS – POR FAVOR, LEIA ATENTAMENTE
Após as explicações supracitadas, esclarecemos que o procedimento cirúrgico deve ser realizado segundo técnicas cirúrgicas consagradas e publicadas cientificamente. Enfatizamos que em cirurgia plástica não há promessa de resultados o que, eticamente, não deve ser feito, uma vez que a própria medicina não é uma ciência exata e dependeremos da sua reação orgânica pós cirúrgica para o alcance de nossos objetivos.
O código de normas e condutas do Cirurgião Plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica proíbe a exibição de fotos de pré e pós-operatório nos meios de comunicação, como jornal, internet e TV, mesmo que haja autorização do paciente. Também é vedada a divulgação de preços e condições de pagamento.

MUITO IMPORTANTE: Verifique se o seu médico pertence à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br) e está gabaritado a fazer a sua cirurgia.

Clínica Harmonize

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